Áreas / Luto animal

Não era só um animal.

Perder um companheiro de anos é perder rotinas, presença e uma parte de quem eras com ele. Essa dor é real e merece espaço.

Um cão preto, sentado, olha sorridente para as mãos da Dra. Joana.

A relação com um animal constrói-se em gestos, cheiros, sons, contacto e rotinas partilhadas. Quando ele parte, não perdemos só a sua presença: perdemos uma forma de estar e de nos reconhecermos no dia a dia.

“Era só um cão.” “Arranja outro.” Frases assim, ainda que bem-intencionadas, deixam muitas pessoas a viver esta perda em silêncio. Aqui não precisas de justificar o tamanho da tua dor.

Pode manifestar-se como

  • Uma casa demasiado silenciosa
  • Rotinas que, de repente, perderam sentido
  • Sentir que os outros não compreendem a dimensão da perda
  • Culpa pelas decisões tomadas no fim

Como trabalhamos

1

Legitimar a perda

Um espaço onde podes falar do teu companheiro, da vossa história e do que sentes, sem que ninguém meça o teu sofrimento.

2

Atravessar o luto

O luto não passa só porque os dias passam. Trabalhamos a saudade, a culpa e as decisões difíceis que possam ter ficado por digerir.

3

Reaprender os dias

Encontramos, ao teu ritmo, uma nova forma de estar: sem apagar quem partiu, com lugar para o que continua.

Quando procurar ajuda?

Antes, durante ou depois da perda: quando o animal está em fim de vida, quando a saudade não te deixa funcionar, ou quando sentes que não tens com quem falar disto.

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